Um Nordeste de Oportunudades |
21/06/2009 |
Pode-se afirmar que não faltam razões para investir no Nordeste. E os próprios investidores asseguram essa assertiva. Pesquisa realizada pela Price Waterhouse Coopers com 84 grandes investidores do Nordeste constatou que a região apresenta custos menores, agrega possibilidade de expansão dos negócios, tem melhor qualidade de vida e localização estratégica, além de dispor recursos naturais e matéria-prima.
Positivo também é o aumento da base de clientes da indústria financeira, com o crescimento da População Economicamente Ativa(PEA), bancarização da população, com estimativa que chega a 39 milhões de pessoas nos próximos anos; abertura de aproximadamente cinco milhões de empresas nos próximos 10 anos; crescimento significativo do volume de crédito no país; crescimento do mercado de crédito imobiliário; e a tendência de crédito rotativo do cartão como instrumento de financiamento ao consumo.
Quando se analisa o grau de aderência do crescimento regional ao crescimento brasileiro, observam-se, com certa segurança, razões evidentes para o avanço da estruturação produtiva acelerada do Nordeste. A região vem, por exemplo, se apresentado como a nova fronteira de crescimento econômico do país, além da ocorrência de ciclos de crescimento implicando diretamente perspectivas conjunturais mais favoráveis no país em direção a áreas menos favorecidas e inexploradas, maior influência da reversão demográfica e localização espaciais implicando vantagens competitivas para setores produtivos mais sensíveis a fatores locacionais.
Acrescente-se a isso a infra-estrutura do Nordeste, com seus 12 portos marítimos, oito terminais privados de uso misto, 409.473km de rodovias, 18 aeroportos – dos quais nove internacionais -, aproximadamente 8.231km de vias férreas e 27.767.120kW de capacidade instalada de energia. Não se pode esquecer, de outro modo, a construção das refinarias de petróleo e siderúrgicas na região como forma de agregar valores às exportações e reduzir as desigualdades entre os estados. O Nordeste, que não possuía sequer uma refinaria de petróleo, em poucos anos contará com quatro: em Pernambuco, Maranhão, no Ceará e no Rio Grande do Norte.
Por: Luiz Carlos Everton de Farias – Diretor de Controle e Risco do BNB.
Texto extraído do livro: Na crise global, como ser o Melhor dos BRICs.
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